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Festas, visitas, familiares e… crianças. O jardim recebe também a visita destes pequeninos que, com sua curiosidade e inquietude, acabam vasculhando e se embrenhando por todos os cantinhos de nossos jardins, parques e áreas verdes. Claro que o jardim é um ótimo local de convívio para elas, sempre com a possibilidade de aprendizagem e diversão.

Nestes momentos é sempre recomendável prestarmos atenção em alguns detalhes que garantirão a segurança dos pequeninos durante os momentos que estiverem nestes espaços:

• Cuidado especial para as plantas tóxicas e ou que contenham espinhos;
• Retire do alcance das crianças produtos químicos, ferramentas ou equipamentos que apresentem algum tipo de risco;
• Confira se os brinquedos do playground estão em boas condições de uso;
• Brincadeiras próximas à piscina/espelhos d´água/lagos e afins são mais seguras com um adulto por perto;
• Um jardim limpo, com sua manutenção em dia minimiza a presença de animais peçonhentos;
• Atenção aos fios elétricos, cercas-elétricas e tomadas presentes nestes locais;
• Ah, quase me esqueci, o protetor solar também deve fazer parte das brincadeiras nos jardins!

E aí molecada, vamos brincar no jardim?!!!

A dica deste artigo é sobre controles naturais de pragas e doenças nos jardins, inclusive com a publicação de uma “receita caseira”. Gostaria de iniciar esta nossa conversa com alguns princípios do controle de pragas e doenças, principalmente em relação aos insetos e pequenos organismos. Uma coisa muito comum é a pessoa se desesperar ao encontrar um inseto no jardim e buscar logo um método de controle para o mesmo. Pois saiba que insetos no jardim sempre irão existir, e motivo para preocupação seria a não existência dos mesmos. Isso mesmo, a diversidade biológica de seu jardim, ou seja, a população diversificada de insetos e demais organismos é sinal de saúde, à medida que naturalmente ocorre o controle biológico, quando uma espécie se alimenta de outra.

A presença de abelhas, borboletas, minhocas, libélulas, joaninhas e vespas entre outros, é ótimo, muitos destes se alimentam de outros insetos indesejados como pulgões e lagartas, por exemplo; enquanto outros ajudam na polinização das flores ou fertilizam nosso solo como é o caso das minhocas.

Para que um inseto seja considerado praga, ele deve apresentar população elevada e causar algum tipo de dano significativo, então vamos combinar: nada de sair por aí aplicando inseticidas, mesmo que caseiros, faça antes uma pequena avaliação e use sempre o bom senso!

Ingredientes: 1 pedaço de sabão de coco (+/- 50 gramas) + 4 litros de água quente + 02 cabeças de alho picadas finamente + 4 colheres pequenas de pimenta vermelha picada.

Modo de preparo: dissolver o sabão em 04 litros de água, juntar o alho e a pimenta, deixar descansar por duas horas, coar em um pano fino e aplicar (na forma de pulverização) sobre as plantas atacadas.

Indicações de controle:

Insetos: tripes, pulgões, mosca doméstica, lagartas, mosquito da dengue e mosquitos em geral;

doenças: míldio, podridões e ferrugem.

O uso de frutíferas nos jardins está em alta. E se pararmos para pensar, que ao plantarmos uma frutífera em nosso jardim contribuímos com o nosso meio ambiente, ao proporcionarmos algum tipo de alimento/abrigo para a nossa fauna (pássaros, insetos e pequenos animais), ficamos felizes!

A escolha da espécie frutífera depende muito do espaço disponível em nosso jardim para o plantio da mesma, uma vez que algumas frutíferas podem atingir grandes proporções como é o caso das mudas de manga, lichia e jaca entre outras. Na hora do plantio destas espécies, lembre-se de evitar o plantio próximo a construções ou de outras plantas de menor porte para se evitar problemas futuros.

Vale lembrar que as frutíferas são muito exigentes em luminosidade, por isso a maioria aprecia sol durante o dia inteiro, e, por gastarem muita energia para a formação de seus frutos, precisam ser adubadas com certa frequência para que possam continuar a produzir frutos de forma satisfatória.

Algumas frutíferas podem ser plantadas em vasos (grandes e reforçados), é o caso da laranjinha kin-kan, do limão galego, da acerola, da pitanga e da romã.

Fica a dica: frutíferas tropicais produzem e se desenvolvem melhor em nossa região, que é de clima quente, por isso evite a utilização de frutíferas de clima mais ameno como é o caso do figo, pêssego e da maçã entre outras.

Uma forte tendência que observamos no paisagismo contemporâneo é a presença de hortaliças nos jardins. Em áreas maiores podemos criar uma horta num ambiente ensolarado ou junto a um pomar; já para espaços menores, as hortaliças podem ser plantadas em pequenos canteiros ou até mesmo em vasos e jardineiras, suspensos ou não.

Em qualquer caso dos citados acima, o importante é que as hortaliças estejam expostas ao sol durante a maior parte do tempo, uma vez que em locais sombreados as hortaliças não se desenvolvem de maneira satisfatória.

As hortaliças podem ser plantadas a partir de sementes ou pequenas mudas, ambas encontradas em agropecuárias ou lojas especializadas.

As hortaliças geralmente têm ciclo curto, ou seja, podem ser colhidas em poucos dias, como é o caso do rabanete, que pode ser consumido aproximadamente 25 a 30 dias após seu plantio! É claro que a duração deste período depende dos cuidados oferecidos para as hortaliças, as quais em geral apreciam solo muito fértil e regas frequentes.

Além das hortaliças comumente usadas podemos plantar ervas aromáticas e temperos como; salsa, cebolinha, manjericão, o hortelã, o poejo ou a lavanda entre tantas outras opções.

Qualquer que seja a sua opção, as hortaliças, se bem cuidadas, têm um grande potencial paisagístico e nos presenteiam com nutrientes, aromas, cores e sabores deliciosos! Bom apetite!

Hoje o termo sustentabilidade está na moda e uma das definições para essa palavra pode ser a habilidade, no sentido de capacidade, de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. Em anos recentes, o conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.

E o que seria um jardim sustentável? Não há definição exata para isso, creio que apenas boas atitudes. Mas ao lembrarmos que qualquer intervenção no meio ambiente faz diferença, podemos entender que a confecção e/ou o manejo de um jardim também o fará.

Sugiro para nós Jardinistas: que nossas ações sejam planejadas, que os ambientes sejam estudados, que procuremos ver além dos limites físicos da área do jardim. Que nos questionemos: Como é o entorno? Como é composta a vegetação da região? Quais são a fauna e flora presentes? Quais recursos naturais serão utilizados? Enfim, devemos entender que um empreendimento, por menor que seja (como a criação de um pequeno jardim), siga os princípios básicos da sustentabilidade, ele deve ser:

• ecologicamente correto;
• economicamente viável;
• socialmente justo;
• culturalmente aceito.

Um bom exemplo é a reutilização da água da chuva, isto sim é um ato de sustentabilidade. Atitude!!!

Iniciamos este artigo desmitificando um termo muito utilizado pelas pessoas que possuem um jardim dentro de casa: é o tal “jardim de inverno”. O jardim de inverno na verdade só pode existir em regiões com inverno muito rigoroso, geralmente com a presença de neve ou fortes geadas, as quais de fato podem exterminar um jardim exposto a tais fenômenos. Para proteger então esses jardins criamos um ambiente diferenciado, geralmente uma estufa ou construção similar, de telhado transparente para que a luz solar penetre e permita o desenvolvimento das plantas existentes em seu interior. Tais estruturas podem ter o telhado de vidro ou outro material translúcido desde que seja também resistente às intempéries climáticas citadas anteriormente. Por isso, normalmente, pelo menos aqui em nossa região de clima tipicamente tropical, o que encontramos em área de luz existente no interior de algumas residências é o jardim interno e não de inverno!

A possibilidade de termos um jardim interno é muito interessante uma vez que trazendo o jardim para o interior da casa o mesmo passa a interagir com a paisagem local propiciando mais beleza e aconchego aos ambientes.

Para este tipo de jardins precisamos de uma boa luminosidade e circulação de ar. A partir daí vários tipos de jardins podem ser construídos nestes espaços, sempre levando em consideração dados como: o tamanho da área disponível, o estilo da casa, a disponibilidade de manutenção, a facilidade de acesso ao local e a intensidade de luminosidade entre outros.

Normalmente estes espaços destinados aos jardins internos são pequenos e totalmente impermeabilizados, restando para nós, paisagistas, o artifício dos jardins verticais (aqueles instalados nas paredes com o auxílio de vasos, treliças, painéis, blocos cerâmicos, outros), ou da utilização de vasos e jardineiras.

O jardim interno pode ser apenas contemplativo, no qual as pessoas possam observá-lo a partir de outro local da casa ou, pode ser interativo, onde as pessoas têm a oportunidade de adentrá-lo e interagirem neste ambiente, o qual pode abrigar objetos como mesa e cadeiras, bancos, redes, fontes ou cascatas e até outros objetos decorativos.

Aqui vão algumas dicas para a implantação de jardins em ambientes. O ideal é que se faça um estudo, antes de iniciar o plantio propriamente dito, e o projeto faz parte fundamental deste estudo. O projeto pode ser simples como um croqui ou algo melhor elaborado quando necessário.

Alguns fatores são de muita importância na tomada de decisões em relação ao projeto do jardim. O próprio estilo do jardim, as espécies vegetativas, a quantidade de plantas, o relevo a se criar, as cores, texturas, volumes enfim, tudo o que envolve a concepção do jardim deve ser determinado após a observação de fatores como: a localização geográfica do local, o clima da região, a rota solar, o direcionamento dos ventos predominantes, a vegetação nativa regional, o tipo de solo, o relevo original, o estilo arquitetônico da construção e até a disponibilidade de tempo para a manutenção do jardim, entre outros.

Outros fatores construtivos também devem ser considerados, como a presença de caminhos, objetos cênicos, bancos, fontes, canis e varais por exemplo.

É sempre recomendável que, dentro do possível, todas as pessoas que farão uso do jardim participem da tomada de decisões, assim o jardim a ser implantado terá maior chance de suprir os reais desejos e necessidades da destas. A assessoria de um profissional especializado no assunto também pode garantir a viabilidade desta empreitada.

No caso de construções novas, a melhor fase para implantar o jardim é no final da obra, após o término da pintura e demais instalações elétricas e hidráulicas. Por falar nisso, é bom lembrar que o jardim necessitará de água (para as regas) e pontos de energia elétrica (para a conexão de máquinas/equipamentos de manutenção ou para a iluminação do jardim).

Deu para perceber que não é tão simples assim e que precisamos de um planejamento adequado para a correta implantação de um jardim. E se tudo der certo na implantação, em relação à manutenção, podemos comparar o jardim a um animal de estimação, que necessita de alimento, água e cuidados especiais para ter saúde e se desenvolver de forma satisfatória.

Além disso, o jardim é um ser vivo, que estará em constante mutação e sendo assim sugerimos uma observação constante!